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Glossário
(por ordem de aparecimento no
texto)
1. Arte moderna. Chama-se “arte moderna“ a um conjunto de obras feitas nos primeiros 30 ou 40 anos do século XX. Estas obras foram realizadas sobretudo na Europa e caracterizam-se por ser totalmente diferentes da arte que se fazia até então. No caso da pintura, não reproduzem o mundo real e visível, podem até não representar nada de reconhecível, e concentram-se no valor das formas, dos traços, das cores, das texturas na superfície da tela. No caso da escultura, também mudou tudo: nos materiais, nas formas, nos temas. Por vezes, o artista utilizava objectos industriais já existentes para chamar a atenção para a sua forma. Esses artistas tiveram na altura uma intervenção bastante revolucionária no mundo da arte.
2. Arte contemporânea. Normalmente, chama-se “arte contemporânea “ àquela que está a ser feita no nosso tempo em determinado circuito de museus e galerias. No entanto, apesar de actuais os artistas conhecem bem as mudanças e propostas do mundo da arte dos últimos 100 anos e têm-nas em conta ao criarem os seus próprios trabalhos.
3. Exposições temporárias. Há museus que têm dois
tipos de exposições: a exposição permanente da sua colecção e as exposições
temporárias.
No primeiro caso, trata-se de uma exposição que fica mais ou menos igual durante vários anos e que mostra algumas das obras mais importantes da colecção desse museu. No segundo caso, trata-se de exposições que o museu organiza noutras salas, mais pequenas, que duram só alguns meses e que não têm necessariamente a ver com a colecção. No Centro de Arte Moderna, as exposições temporárias são sempre de artistas do século XX ou XXI por ser essa a missão do seu museu.
4.
Abstractas e Abstracção. Chama-se “abstractas” às
pinturas, desenhos ou esculturas que não representam coisas, nem objectos, nem
lugares, nem pessoas ou outros seres vivos. Nessas obras, como já explicámos
para falar de algumas características da arte moderna, são o efeito visual, as
formas, as cores e os materiais que mais interessam.
À característica das obras que são abstractas chama-se “abstracção”.
5. Figuração. Como a palavra indica, “figuração” é a característica dos trabalhos em que há figuras: pessoas, outros seres vivos e coisas. É o oposto de abstracção. Mas, atenção, há obras de arte em que as duas se misturam, em que há partes figurativas e partes abstractas ou até coisas que não são totalmente nem uma coisa nem outra.
6. Material. O material é aquilo de que a obra é
feita: madeira, pedra, plástico, metal, tela...
7. Técnica. A técnica são os modos especializados de
fazer a obra: gravura, desenho a tinta-da-china, pintura a óleo, colagem,
vídeo...
8. Instalação. Chama-se “instalação” a um novo tipo
de criação artística que não é escultura, nem pintura, nem desenho, mas que
consiste numa ocupação temporária do espaço por objectos e materiais que
constroem uma ideia.
9. Performance. No campo das artes, chama-se “performance” a uma actuação de actores, que pode acontecer em qualquer sítio e que parece uma experiência inventada para fazer pensar em qualquer coisa de específico.
10. Documentadas. Uma performance ou qualquer acontecimento estão documentados quando existem fotografias, textos, gravações ou filmes que guardam a memória do que se passou.
11. Composição. A forma de organizar os elementos visuais uns em relação aos outros dentro da obra.
12. Perspectiva. Forma de representar o espaço numa
pintura que começou a ser utilizada na Europa no século XV: o que estava mais
perto era mais importante, desenhava-se maior e com mais pormenores e cores; o
que estava mais longe desenhava-se mais pequeno e com menos pormenores e cores
menos vivas. Quem olhava tinha assim a sensação de ver a diferentes distâncias
e tinha a ilusão da profundidade.
Este texto saíu na revista Aprender a Olhar, dedicada à colecção do Centro
de Arte e foi enquadrado no sentido de explicar os conceitos de Arte e
transmitir ideias sobre Arte a crianças e pré-adolescentes. - Edições
Firmamento:
· http://pwp.netcabo.pt/ofirmamento/
Agradeço a disponibilidade do texto pela Drª Leonor Nazaré e Carlota Mantero
6 de Novembro de 2003