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A Galeria de Arte Portuguesa tem presença permanente na Internet (estrutura base)  e presença eventual (estrutura móvel)  em espaços físicos.

 

O projecto foi iniciado em 2002, com uma galeria on-line (365 dias X 24 horas) na vertente coleccionador.

Coleccionador:

  • pelo prazer de reunirem muitas peças de algo de que gostam;

  • pelo prazer de terem e de guardarem;

  • para mostrarem aos amigos e fazerem trocas;

  • para se entreterem a organizar e a classificar;

  • para imaginarem umas coisas enquanto arrumam outras;

  • para conseguirem reunir mesmo o que é mais raro e precioso;

  • para cuidarem delas.

Essas pessoas olham durante muito tempo para os objectos da sua colecção e fecham muito bem as caixas ou as gavetas onde os guardam, como se se tratasse de um tesouro ou de um segredo; por vezes, levam os seus objectos de colecção a concursos; sentem que fazem parte de um grupo de pessoas com os mesmos interesses. 1

 

A colecção da Galeria (baseada em obras de arte múltipla original) é sobre a Arte Portuguesa Contemporânea - segunda metade do séc. XX e início da primeira metade do séc. XXI.

 

Colecção

A colecção ... é feita por várias pessoas e destina-se a ser vista por toda a gente. As colecções individuais (e a de um museu de arte) ... tem a responsabilidade de escolher as obras que melhor representam a criatividade de uma comunidade ou de um país em determinada época. A colecção ... é como uma fatia de memória: as pessoas de determinado grupo, região ou país vão poder conhecer um dos aspectos que melhor as caracterizam em cada momento da História: a sua criatividade artística.

Aquilo que alguns inventam, pensam e fazem de artístico é tão importante na vida de um grupo social como aquilo que outros inventam, pensam e fazem em qualquer outra profissão ou na relação com os amigos. A invenção, a imaginação e a reflexão são como as artérias do nosso corpo, que levam os alimentos necessários a todas as partes, ou como os pulmões, onde o ar está sempre a renovar-se. Aqueles que escrevem livros, fazem filmes, inventam música, dança ou teatro ou fazem objectos artísticos fornecem ao seu grupo social uma espécie de “alimento” e de “respiração” sob a forma de objectos, ideias e sensações.

Por isso é tão grande a importância de guardar exemplos bem escolhidos do que os artistas fazem ou fizeram, apesar de ser difícil quando ainda não passou muito tempo depois de o terem feito. Esse é um dos problemas de um museu de arte moderna ou contemporânea: é difícil fazer a história de acontecimentos recentes ainda muito misturados com as nossas vidas, mas não é impossível.

O Museu do Centro de Arte Moderna tem na sua colecção obras que foram feitas há muitas décadas (desde 1910) e obras que foram feitas há menos de um ano. No caso das mais antigas, o tempo que passou já permitiu perceber a verdadeira dimensão e importância da obra desses artistas. Elas ilustram a nossa visão do passado. As mais recentes estão ligadas à visão do presente por parte das pessoas que trabalham no museu e que conhecem muitos artistas para poderem comparar o que eles fazem e tentar perceber o que é mais interessante guardar.1

Arte Múltipla Original

A arte múltipla original  (link do MOMA) está disponível em vários suportes (e técnicas):

  • Gráfica (nomeadamente serigrafia)

  • Escultura

  • Instalações

  • Fotografia

  • Video

A obra gráfica original é representada através de artistas como:  Goya, Rembrandt, Matisse, Picasso, Dali, Miró, Tápies...e Paula Rego.

Cada um destes criadores, a seu tempo, utilizou  técnicas várias, que hoje incluimos no conceito de obra gráfica: gravura, litografia e, para os autores mais recentes, a serigrafia.

A realização das obras implica a intervenção directa do artista nas várias fases de processo criativo e no controlo qualitativo dos exemplares e sua autenticação final, de modo a garantir a autoria e o carácter limitado (usualmente não ultrapassam os 150/200 exemplares) e irrepetível das edições.

Após as tiragens, inutiliza-se todos os quadros de impressão.

As tiragens de cada serigrafia são normalmente reduzidas (no máximo de 200 exemplares, para o circuito comercial - através de galerias. Estas tiragens são complementadas com alguns exemplares extra-edição (HC) e propriedade do autor (PA ou E/A).

Deste modo, cada exemplar será assinado e numerado segundo uma ordem progressiva que irá de 1 até ao número total da tiragem (1/100, 2/100, ......100/100).

Na numeração a expressão 6/100, por exemplo, indicará que o exemplar respectivo é o sexto de uma tiragem limite de 100. Convém notar que a ordem da sequência numérica, ou as edições HC e PA não significam qualquer diferença de valor entre as obras.

A tiragem reduzida, valoriza a serigrafia na proporção da sua redução.

Os exemplares têm qualidade comprovada pelo artista e, como tal, são numerados e assinados - a lápis. Cada serigrafia é usualmente autenticada com o Selo Branco da gráfica, e acompanhada por uma nota biográfica sobre o autor.

Os factores relevantes para a valorização de uma obra de arte múltipla, são:

  1. Importância da Obra (original)

  2. Currículo do artista

  3. Tiragem reduzida

  4. Maior participação do artista

  5. Complexidade da Obra

  6. Dimensão

  7. Gosto do "grande público"

 

 1 - ....extraído do texto integral:  O Centro de Arte Moderna (CAM) de Leonor Nazaré

Colecção com mais de 500 obras de arte múltipla original disponíveis para permuta

Autor: Francisco Martins
Para mais informações, contacte pelo e-mail [info@arteportuguesa.com]
Última actualização: 19 de Janeiro de 2017